Comunique-se corretamente e aumente sua chance de sucesso

Falamos e escrevemos para nos comunicarmos.

Mas, falar é bem mais fácil, pois a linguagem falada é mais informal, a pessoa com quem falo (receptor) não sabe se sei escrever o que estou falando. Não preciso pensar na gramática, na ortografia, na pontuação, na acentuação, nas letras maiúsculas, na crase…

Na maioria das vezes o falar está ligado a um diálogo, então uso frases curtas e não tenho que ter o texto estruturado quando começo a falar.

Quando fazemos um discurso ou uma palestra, o texto já foi preparado anteriormente e devidamente estruturado, mas ainda assim ninguém sabe qual a minha habilidade de escrita. Um ghostwiter ou um content writer podem ter dado a forma àquilo que deve ser falado.

Já a escrita implica formalidade e todos os cuidados que são dispensáveis no falar.

Lembre-se:

A comunicação exige pelo menos 3 (três) elementos: o transmissor (a pessoas que fala ou escreve), a mensagem (o que se quer dizer) e o receptor (aquele que recebe a mensagem).

Toda comunicação tem uma forma de codificação, ou seja, a codificação é a forma pela qual a mensagem (a ideia do transmissor) é transmitida e que deve ser decodificada pelo receptor.

Cuidado! Existem muitos ruídos na comunicação, como por exemplo:

  • O transmissor sabe o que quer falar, mas não consegue codificar a mensagem adequadamente;
  • A mensagem pode estar em um código inadequado;
  • O receptor pode não conseguir decodificar a mensagem.

Releiam os e-mails que citei no texto anterior e analisando o primeiro texto podemos ver:

  • O transmissor sabia exatamente o que queria falar, mas não conseguiu codificar a mensagem adequadamente;
  • O código utilizado poderia ser adequado a um outro jovem do mesmo grupo do transmissor, mas não era adequado a uma pessoa de RH;
  • O receptor não conseguiu decodificar a mensagem de forma adequada.

Conclusão, devido ao ruído da comunicação, o jovem não conseguiu atingir o seu objetivo.

Quando vou falar ou escrever tenho que saber quem será o receptor da minha mensagem para escolher o código que usarei.

Estas ideias ficam muito claras quando observamos um adulto fala com uma criança de 2 (dois) anos utilizando um código diferente ao que usa para falar com outro adulto.

Pense em uma mensagem simples: você está com fome, quer comer? E imagine esta pergunta para a criança pequena e depois imagine esta mesma pergunta para seu gestor ou seu professor. Você codificaria a mensagem exatamente do mesmo jeito?

Outro ruído de comunicação pode estar no tom de voz ou na altura da voz, na postura do corpo, no olhar, na expressão facial.

J.B. de Oliveira, professor de oratória costuma dizer que:

  • A palavra tem que ser a mais clara e adequada possível, pois ela é 7% da comunicação;
  • A inflexão tem que dar vida e sentimento ao que se fala, e responde por 38% da comunicação;
  • A movimentação corporal tem que ser agradável e harmoniosa e nela reside 55% da comunicação.

Eu não concordo absolutamente com estas porcentagens, mas concordo plenamente com a importância destes 3 (três) elementos na fala mais formal, no discurso, na aula, numa exposição na empresa, na apresentação de um trabalho, uma tese.

Por Kátia Issa Drügg

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